Arquimedes: matemática na poesia, nos brinquedos e no infinito
Palavras-chave:
Arquimedes, estética alexandrina, matemática grega, ludicidadeResumo
Este artigo propõe uma leitura de três obras atribuídas a Arquimedes — Stomákhion, Problema Bovino e O Contador de Areia — a partir da estética matemática helenística descrita por Reviel Netz, verificando em que medida os textos matemáticos desse período compartilham características estilísticas com a literatura alexandrina, como a surpresa narrativa, a estrutura em mosaico e um certo tom lúdico. Por meio de análise textual e estilística das obras selecionadas, busca-se identificar marcas dessa estética, interpretando a matemática de Arquimedes como uma forma de expressão erudita, engenhosa e culturalmente situada. O estudo destaca como esses textos operam não apenas como demonstrações rigorosas, mas também como performances intelectuais que mobilizam jogos retóricos e prazeres intelectuais, contribuindo para uma compreensão mais ampla da matemática antiga como prática estética.
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